quinta-feira, 12 de julho de 2012

O Corinthians e o dia seguinte


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O Corinthians e o dia seguinte
Mais um torneio de futebol entre clubes das Américas Latina e Central terminou. Dessa vez com o Corinthians campeão. O maior vencedor nacional do País do Futebol, com cinco títulos do Brasileirão e três da Copa do Brasil, além de ser o maior Campeão do Estado mais competitivo da Federação, sagrou-se Campeão da América.

Além de medalhas, um belo troféu, alguns milhões de reais de patrocínio e premiações, o que ganhamos com isso? Acredito que cada um tenha uma resposta diferente.

Certamente os adversários perderam a oportunidade de tentar nos diminuir ao atribuir a nossa gloriosa história não só a não-conquista desse título, mas também a sua impossibilidade de o obtermos. “Nunca seríamos!”, essa foi a nossa resposta factual, incontestável, soberana, maiúscula, em uma seqüência perfeitamente dificílima contra o ex-atual campeão em seu comemorativo ano centenário e a vedete argentina da história recente do torneio.

Vivemos na noite de quatro de julho uma das atmosferas mais espetaculares da história do futebol. Um misto de otimismo, tensão, mística aflorada e convertedora emanava desde a Praça Charles Miller para todos os rincões do mundo. Essa noite nunca mais vai acabar. Ficará em nossa memória como outras dezenas delas. Entretanto, depois que o sino soou meia-noite, a madrugada caminhava para mais uma manhã, que mesmo que mais linda que as demais, não nos desobrigava da dura manutenção de nosso dia-a-dia.

A Revolução Corinthiana é permanente!

Sabemos que as conquistas que nosso poder coletivo materializado em futebol, e sua mística, dão-se de fora para dentro dos gramados. Devemos por bem avançar em conquistas no cotidiano construídas a partir das provas irrefutáveis nos noventa minutos. Aproveitemos a reverberação de nossa arquibancada – essa que quando espelhada em campo é imbatível – para que sejamos nós torcedores premiados com além de medalhas.

O que ainda perdura como impossível para este fenômeno Corinthians? Nada! Não deixamos adversário em pé. Não deixamos pedra sobre pedra.

A dessacralização de uma competição pode elevar a consciência do trabalhador-torcedor a condição de acreditar que sua luta pode ter resultado. A partir de mobilizações nos últimos meses pudemos perceber ao menos centenas de torcedores discutindo seriamente a questão do preço dos ingressos praticados pela diretoria do Corinthians, o que resultou inclusive em pronunciamento oficial do clube, foram feitas respostas pontuais e intensas a ataques da mídia às nossas cores, e temos a certeza de que estamos apenas começando. Foram as grandes conquistas dos últimos tempos.

Para o ideal Corinthians a mobilização de trabalhadores em prol da conscientização e ação coletivas é o verdadeiro troféu. “Não vivemos de títulos”, não é verdade? Vivemos de Corinthians, sim!

Que o dia seguinte não nos amorteça, mas que nos dê ainda mais sede para que dessa vez nós, torcedores, subamos no pódio!

O Corinthians precisa da sua arquibancada permanentemente vibrante, para além dos noventa minutos, sete dias por semana.

Bataglia, Corinthians!

2 comentários:

  1. Não tem arquibancada como a do Timão, certeza que o bando de loucos continuará apoiando o time! Vai corinthians!

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  2. Morreu Ruço, um dos mais queridos meio-campistas de contenção da história do Corinthians.

    Ruço foi o camisa 5 do inesquecível time libertador de 1977: Tobias; Zé Maria, Moisés, Ademir Caipira (Zé Eduardo) e Vladimir; Ruço, Basílio e Luciano (Palhinha); Vaguinho, Geraldão e Romeu; técnico: Osvaldo Brandão (entre parênteses, o nome dos titulares que não puderam jogar na noite de 13 de outubro de 1977).

    Ruço foi também um dos heróis do jogo da Invasão Corinthiana, em 1976,ao marcar o gol que empatou a partida e levou a decisão para a cobrança de pênaltis, que terminou com triunfo corinthiano e levou ao êxtase os mais de 70 mil fiéis presentes no Maracanã.

    Descanse em paz, Ruço.

    Saudade e respeito corinthianos.

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