terça-feira, 15 de julho de 2014

Corinthians pós-Copa 2014

No dia 17 de julho, quinta-feira, nosso Coringão volta a campo em um jogo oficial. Será pela décima rodada do Brasileirão 2014, onde estamos em terceiro lugar, a três pontos da liderança.
 
Depois de um banho de Copa do Mundo, uma verdadeira imersão em futebol contemporâneo, uma especialização pública onde foram colocados a prova os mais fundamentais conceitos do futebol, voltaremos ao centro, ao princípio, ao germe do futebol, Corinthians.
 
Na verdade, não será uma volta, será uma continuidade, uma vez que Corinthians e Itaquera permanecem como centros gravitacionais do futebol mundial.
 
Torcedor Corinthiano, qual a expectativa para este segundo semestre? Diferente do de 2013, claro! Depois de a Copa do Mundo, tal qual nosso Corinthians de 2012, mostrar que nada, nem ninguém, supera uma equipe bem montada, acima de bajulações a indivíduos mimados, arrogantes e ignorantes, é a hora de além de torcer analisar o caminho de sucesso que o futebol Corinthiano terá de traçar.
 
Finda a segunda “Era Tite”, inicia-se a segunda “Era Mano”, e o Corinthians possuía uma equipe vencedora, experiente, porém incapaz de se reorganizar taticamente, incapaz de se motivar a novos desafios, e carente de renovação organizada no elenco, explicitados pela desistência, ou sabotagem, da Copa do Brasil/13, a luta contra o rebaixamento no Brasileirão/13 e constantes conflitos dentro do elenco.
 
Mano Menezes, oficialmente anunciado em 11 de Dez, teria 39 dias até a estreia no Paulistão/14. Descontadas as férias dos jogadores, foi apresentado 26 dias depois, apenas em 06 de Jan. De relevante no elenco a saída de Maldonado e a chegada dos laterais Uendel na lateral esquerda e Fagner para a direita. O elenco precisava se renovar, rejuvenescer, ganhar qualidade, porém tratou-se nesse período de apostar em motivação e reorganização tática apenas.
 
Da luz amarela no réveillon escancarou-se a vermelha. Em 3 semanas a aposta na inércia apresentou a fatura desoladora: 4 derrotas e 1 empate em 7 jogos. Marcamos apenas 6 gols e sofremos 12 gols (médias 0,86 e 1,7 gols por partida, respectivamente), com um aproveitamento de 33%. Nesse momento estávamos praticamente fora da disputa do Paulistão, após apenas 3 semanas...
 
Não vejo outra maneira de qualificar esse momento como o do “Time da Vagabundagem”. Associado ao péssimo desempenho do time, a forte cobrança da torcida no CT em 01 de Fev acelerou mudanças atrasadas em muitos meses.
 
Naquele momento, em poucos dias deixaram o Corinthians Ibson, Pato, Douglas e Paulo André. No mês seguinte foi a vez de Sheik. Zé Paulo e Malcolm foram promovidos da base e o Corinthians contratou Jadson, Bruno Henrique, Luciano, Petros e, semanas depois, o lateral Ferrugem. A idade do time caiu em média 5 anos, porém a qualidade ainda estava por ser provada.
 
Feita esta “limpa”, o Corinthians disputaria 21 partidas com o “Time Novo”. Pelo Paulistão jogou mais 8 partidas, vencendo 5 e empatando 2, sendo isso insuficiente para a classificação. Pela Copa do Brasil dois jogos: vitórias contra Bahia de Feira de Santana e Nacional de Manaus. Pelo Brasileirão 9 jogos, com 4 vitórias e 4 empates e a sensação de que mais um pouquinho de empenho e atenção nos daria folgadamente a liderança. Ainda houve nesse período do Time Novo os amistosos contra o Atlético Paranaense, para inauguração da Arena da Baixada, e contra o Uberaba, com 2 vitórias Corinthianas.
 
Em suma, esse “Time Novo” do Corinthians disputou 21 partidas, vencendo 13, empatando 6, e perdendo 2. Marcou 40 gols e levou 14, com médias de 1,9 e 0,67 gols por partida, respectivamente. Contra os 33% de aproveitamento do “Time da Vagabundagem” o “Time Novo” alcança 71% nestas 21 partidas.
 
O que vem depois disso? Que Corinthians esperamos depois da Copa?
 
O armador Jocinei e provavelmente o volante Guilherme não continuarão. Em contrapartida o volante Elias, os armadores/atacantes Lodeiro e Angel Romero e o zagueiro Anderson Martins chegam para fortalecer o elenco. Uma relevante mexida no elenco com a percepção de ganhos de sobra.
 
Abaixo um pouco dos números do Corinthians 2014.
 
Nas 28 partidas que disputou, o Corinthians conquistou 52 pontos. Notemos a mudança de desempenho após a sétima partida:
 
 
 
O “Time Novo” em suas primeiras 7 partidas havia conquistado o dobro de pontos do “Time da Vagabundagem”:
 

 
 
Para efeito de comparação na 9º rodada do Brasileirão tínhamos 16 pontos, contra 11 do Paulistão no mesmo período.
 
Nosso desempenho por rodada nos campeonatos que disputamos:





Após duas vitórias o “Time da Vagabundagem” entrega o Corinthians com 33% de aproveitamento. Por outro lado, o “Time Novo” mantem-se com aproveitamento acima dos 70% graças, também ao 100% na Copa do Brasil e amistosos.

O desempenho por time ao longo da quantidade de partidas que disputou:




Passamos a fazer mais gols:




E a levar menos:





Resultado em um saldo de gol bem positivo:





O Corinthians saiu de um ataque com média de 0,86 gols por partida para 1,9, aumentando em 122%, e de uma peneira (defesa) que levou 1,71 gols por partida para apenas 0,67, queda de 61% no gols sofridos, tendo em um período de 49 dias (8 partidas) levado apenas 1 gol (16 de Mar a 14 de Mai).






Essa mudança de elenco refletiu mudança de postura e expectativa por parte do torcedor. Também evidencia que jamais devemos acomodar o time, traçando sempre os mais ousados desafios, por se tratar de Corinthians, avaliando-os periodicamente, reconhecendo ou recuperando jogadores capazes de vestir o manto.
 
Vai pra cima, Timão!
 

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