domingo, 1 de janeiro de 2012

Garra Corinthiana

Letra:            Luiz Carlos Xuxu e Branca di Neve
Música:        Luiz Carlos Xuxu e Branca di Neve
Ano:              1989
Intérprete: Branca di Neve

Letra:

Vamos, Coringão
Vai na raça
Que esse jogo vale a taça
Não pode marcar bobeira

O Morumba tá lotado
Os Gaviões tão inflamados
Vamos balançar nossas bandeiras

A dose vai saltando
Com foguete pra jogar papel picado
Pra nação Corinthiana. Corinthiana...

Hoje vou pro campo com minha nega
Meu pandeiro, minha viola
Várias garrafas de cana

Porque... Eu pensei:
São Jorge vai nos ajudar
Vai, vai, vai
São Jorge também vai jogar

Vai, vai, vai
São Jorge vai nos ajudar
Vai, vai, vai
São Jorge também vai jogar

Doutor, eu não me engano
Meu coração é Corinthiano

Se o Corinthians não ganhar
Olê, olê, olá...

Comentários deste blog:

Branca di Neve, ou Nelson Fernandes Morais, Paulistano, é uma referência do samba-rock, swing e/ou sambalanço.

Lançou dois discos: "Branca mete bronca!" volumes 1 e 2. O segundo em 1989, ano da composição Garra Corinthiana, e também, infelizmente, ano de seu falecimento aos 38 anos, vítima de derrame cerebral.

Segundo Tárik de Souza Branca di Neve "passou pelos Originais do Samba, roncou surdo com o Luis Wagner guitarreiro celebrado por Jorge Ben Jor, seu ídolo e modelo, com quem também tocou, além de Nara Leão, Baden Powell e Toquinho. Os dois discos refletem a influência do samba rock ou suíngue do Babulina que se transformaria na célula básica (depois deturpada) do pagode paulista. Com sua voz quebrada que em alguns momentos lembra Luís Melodia, agulhada pelos sopros gingantes do estilo, Branca canta outros expoentes do setor como Bedeu (Kid Brilhantina), Luis Wagner (Oi), Marku (Canaviá), Zelão (Boca Louca), além das próprias composições, uma delas, A Cor de Deus, que ele chegou a mandar numa apresentação para o bispo africano Desmond Tutu numa visita à Bahia. Com uma taxa de originalidade maior que a do diluidor Bebeto, Branca desenvolve uma ramificação da matriz benjoriana, incluída nos discos em duas contribuições menores, Falsa Magra e Quer Moleza. Para completar, Salgueiro é Raiz cita o verso inicial de Lá Vem Salgueiro e a adaptação para suíngue de Fico Louco de Itamar Assumpção evoca de início Bebete Vambora, ambas do mestre-escola. A morte precoce de Branca cortou as asas desse ramal promissor do samba rock."

Branca era Corinthiano. Ainda o é, em outro plano. Sua composição com o brilhante Luiz Carlos Xuxu é daquelas que dizemos que "só quem é...". Que saudades dos foguetes que jogava papel picado, das bandeiras tremulando. "Vai, vai, vai, São Jorge vai nos ajudar!".

Garra Corinthiana é quase um pleonasmo. Mas que fique bem claro, que não se perca, e que honrremos a memória e a caminhada daqueles que de maneira ou outra fazem com que nosso Corinthians perdure SEMPRE ALTANEIRO.

A citação que fazem de dois dos mais populares ditos Corinthianos é emocionante: "Dr., eu não me engano...", e a declaração da Guerra Santa Corinthianista, nossa Jirad: "Se o Corinthians não ganhar, olê, olê, olá...".

Branca, Luiz Carlos, muito obrigado por enriquecer a Cultura Corinthiana.

Faça o download da música "Garra Corinthiana" de Branca di Neve e Luiz Carlos Xuxu:

Garra Corinthiana - Branca di Neve (1989) 

Ouça Garra Corinthiana:

2 comentários:

  1. Assistir aos jogos do Corinthians na Copa São Paulo é assistir a aulas de corinthianismo.

    O Corinthians na Copa São Paulo é o verdadeiro e histórico Corinthians.

    É um Corinthians que é o maior de todos, a despeito de não ter, no papel ou na prática, o melhor time.

    Ou de não ter a melhor infraestrutura e a melhor preparação.

    É um Corinthians que, quase sempre, joga melhor que o adversário.

    É um Corinthians que sempre luta mais que o adversário.

    É um Corinthians que é o maior vencedor da Copinha.

    É um Corinthians que, na atual edição, contrariando todos os prognósticos, já está entre as 8 melhores (dentre 96) equipes, havendo vencido todos os seus jogos.

    O motivo?

    A Fiel.

    A simbiose entre time e torcida, como não se vê igual em lugar nenhum.

    Os jovens jogadores entrando em campo e jogando sabendo que ali é Corinthians.

    Sabendo que são os maiores.

    Que defendem a camisa do Timão, do time da Fiel.

    Que têm que lutar, por isso, mais do que o adversário.

    ISSO É CORINTHIANS.

    Um Corinthians que, no atual ambiente de megaprofissionalização do futebol, tem a sua essência meio que esfumaçada.

    Cabe aos administradores do Corinthians, os responsáveis pela condução do clube mais importante do Brasil, o Time do Povo, o time da Fiel, atentarem para esse fato.

    O Corinthians é o que é porque é Corinthians.

    Pode se melhor estruturar, pode se integrar e ocupar o seu devido espaço no ambiente megaprofissionalizado do futebol, mas não pode perder sua essência – sob pena de se nevelar aos outros, se tornar apenas mais um time grande, sem a unicidade e a mística corinthianas.

    Espera-se do técnico Tite, competente maestro da mais corinthiana das conquistas de título do Brasileirão, que tenha todo o exposto em conta, no prosseguimento do seu trabalho à frente do Sport Club Corinthians Paulista.

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  2. VAI, CORINTHIANS!!
    ETERNAMENTE CAMPEÕES!

    http://www.youtube.com/watch?v=x68ZbhIMRaE

    FESTA CORINTHIANA
    (Letra e música do Doutor Sócrates.
    Intérprete: Simone Guimarães)

    Escuridão Iluminada
    No sonho de um eterno campeão
    A Fiel se abraçava
    Amor reunindo a multidão

    E quando a rede balançou
    Esqueci a solidão

    CORINTHIANS!
    É tanta paixão
    Sorriso do meu coração

    CORINTHIANS!
    Seja onde for
    Pra sempre o meu grande Amor

    Já raiou a Liberdade
    Negro e branco construindo uma nação
    Com as mãos entrelaçadas
    A fé na mais pura expressão

    E quando a rede balançou
    Liberei a emoção

    CORINTHIANS!
    É tanta paixão
    Sorriso do meu coração

    CORINTHIANS!
    Seja onde for
    Pra sempre o meu grande Amor

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